Poesias Preferidas

Seleção de Poesias

Sonho de Ícaro – Byafra


Voar, voar
Subir, subir
Ir por onde for
Descer até o céu cair
Ou mudar de cor
Anjos de gás
Asas de ilusão
E um sonho audaz
Feito um balão

No ar, no ar
Eu sou assim
Brilho do farol
Além do mais
Amargo fim
Simplesmente sol

Rock do bom
Ou quem sabe jazz
Som sobre som
Bem mais, bem mais

O que sai de mim
Vem do prazer
De querer sentir
O que eu não posso ter
O que faz de mim
Ser o que sou
É gostar de ir
Por onde, ninguém for

Do alto coração
Mais alto coração

Viver, viver
E não fingir
Esconder no olhar
Pedir não mais
Que permitir
Jogos de azar
Fauno lunar
Sombras no porão
E um show vulgar
Todo verão

Fugir meu bem
Pra ser feliz
Só no pólo sul
Não vou mudar
Do meu país
Nem vestir azul

Faça o sinal
Cante uma canção
Sentimental
Em qualquer tom

Repetir o amor
Já satisfaz
Dentro do bombom
Há um licor a mais
Ir até que um dia
Chegue enfim
Em que o sol derreta
A cera até o fim

Do alto, coração
Mais alto, coração

Faça o sinal
Cante uma canção
Sentimental
Em qualquer tom

Repetir o amor
Já satisfaz
Dentro do bombom
Há um licor a mais
Ir até que um dia
Chegue enfim
Em que o sol derreta
A cera até o fim

Do alto, o coração
Mais alto, o coração

Composição de Piska e Cláudio Rabello, lançada em 1984 no álbum “Existe Uma Ideia”, que recebeu o Disco de Ouro.

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Hino da Independência – Dom Pedro I

(D. Pedro I ao piano, pintura de Augusto Bracet – detalhe)

O Hino da Independência do Brasil é uma melodia sinfônica composta por Dom Pedro I e, segundo as tradições, foi composta no mesmo dia em que ele proclamou a Independência, às quatro horas da tarde do dia 7 de setembro de 1822. A letra é de Evaristo Ferreira da Veiga e Barros, que era livreiro, jornalista, político e poeta. Favorável à independência, Evaristo da Veiga escreveu e publicou o poema que intitulou “Hino Constitucional Brasiliense” em 16 de agosto de 1822, alguns dias antes do grito do Ipiranga. O poema foi musicado pela primeira vez pelo maestro lusitano Marcos Portugal, professor de música do Imperador. Dom Pedro também gostou dos versos e resolveu compor ele mesmo uma música para o poema, criando assim o Hino da Independência (Hino Nacional do Império do Brasil até 1831).

Após a abdicação de D. Pedro (1831), o Hino foi sendo esquecido, não sendo mais executado em solenidades oficiais. Somente em 1922, durante o centenário da independência, voltou a ser executado, mas com a versão de Marcos Portugal. Na década de 1930, durante a ditadura Vargas, criou-se uma comissão para estabelecer definitivamente os hinos brasileiros de acordo com seus originais. Ganhou a versão de D. Pedro I, considerada, por alguns especialistas, bem mais simples do que a do seu mestre. Fazia parte dessa comissão nosso famoso maestro Villa-Lobos.

Fontes: Dr. Zem A História do Hino da Independência e Portal do Ipiranga

A Pátria – Olavo Bilac

Cada um de nós, enquanto cidadão, tem um papel a desempenhar na criação de um mundo melhor para as nossas crianças. Nelson Mandela

Ama, com fé e orgulho, a terra em que nasceste!

Criança! não verás nenhum país como este!
Olha que céu! que mar! que rios! que floresta!
A Natureza, aqui, perpetuamente em festa,
E um seio de mãe a transbordar carinhos.
Vê que vida há no chão! vê que vida há nos ninhos,
Que se balançam no ar, entre os ramos inquietos!
Vê que luz, que calor, que multidão de insetos!
Vê que grande extensão de matas, onde impera
Fecunda e luminosa, a eterna primavera!

Boa terra! jamais negou a quem trabalha
O pão que mata a fome, o teto que agasalha …

Quem com o seu suor a fecunda e umedece,
Vê pago o seu esforço, e é feliz, e enriquece!

Criança! não verás país nenhum como este:
Imita na grandeza a terra em que nasceste!

Olavo Bilac

(Este lindo desenho é para você imprimir e colorir)

Aida – Giuseppe Verdi

(pintura de Adrien Guignet)

Celeste Aïda, forma divina,
Mistico serto di luce e fior,
Del mio pensiero tu sei regina,
Tu di mia vita sei lo splendor.
Il tuo bel cielo vorrei ridarti,
Le dolci brezze del patrio suol
Un regal serto sul crin posarti,
Ergerti un trono vicino al sol.

@-;–

Celeste Aida, forma divina,
Mística grinalda de luz e flores.
Do meu pensamento és a Rainha,
Da minha vida és o esplendor.
O teu belo céu queria dar-te,
A doce brisa do teu solo pátrio!
Uma coroa real colocar-te nos cabelos,
Erguer-te um trono perto do sol.

(Cantado por Radamés no 1º ato)

Aida é uma ópera em quatro atos com música de Giuseppe Verdi e libreto de Antonio Ghislazoni, com estréia mundial no Cairo, Egito, em 1871. Narra a história de amor do guerreiro Radamés, comandante militar egípcio e da escrava Aída e da paixão da princesa Amneris, filha do faraó, por Radamés e acontece no Egito antigo (Memphis). A escrava Aída é na verdade princesa, filha de Amonasro, rei da Etiópia, capturada e escravizada numa das guerras contra a Etiópia e seu pai organiza uma incursão no Egito para libertá-la do cativeiro. O coração de Aida está dividido entre seu amor por seu pai e sua pátria e amor por Radamés e Radamés luta para escolher entre seu amor por ela e sua lealdade ao faraó. Radamés foi abençoado pelos sacerdotes para defender o Egito, lidera o exército contra os invasores e vence a batalha.
Saiba mais: Wikipédia

(Aida – Apresentação no Metropolitan Opera, NY)

O segundo ato, A Marcha Triunfal (Gloria all’Egitto), espetacular e colossal, tornou-se a parte mais célebre de Aida, exaltando a vitória de Radamés e ainda hoje serve para encenar ou avivar atos solenes grandiosos, espetáculos grandiosos:

Soneto CXVI – William Shakespeare

Cupid and Psyche by Francois Gerard (detail)

(pintura de Francois Gerard – detalhe)

Não tenha eu restrições ao casamento
De almas sinceras, pois não é amor
O amor que muda ao sabor do momento,
Ou se move e remove em desamor.
Oh, não, o amor é marca mais constante
Que enfrenta a tempestade e não balança,
É a estrela-guia dos barcos errantes,
Cujo valor lá no alto não se alcança.
O amor não é o bufão do Tempo, embora
Sua foice vá ceifando a face a fundo.
O amor não muda com o passar das horas,
Mas se sustenta até o final do mundo.
Se é engano meu, e assim provado for,
Nunca escrevi, ninguém jamais amou.

William Shakespeare
Tradução de Geraldo Carneiro

@-;–

Sonnet CXVI

Let me not to the marriage of true minds
Admit impediments. Love is not love
Which alters when it alteration finds,
Or bends with the remover to remove.
O, no! it is an ever-fixèd mark
That looks on tempests and is never shaken;
It is the star to every wandering bark,
Whose worth’s unknown, although his height be taken.
Love’s not Time’s fool, though rosy lips and cheeks
Within his bending sickle’s compass come;
Love alters not with his brief hours and weeks
But bears it out even to the edge of doom;
If this be error, and upon me prov’d,
I never writ, nor no man ever lov’d.

William Shakespeare

Testamento – Manuel Bandeira

(pintura de Rene Magritte)

O que não tenho e desejo
É que melhor me enriquece.
Tive uns dinheiros — perdi-os…
Tive amores — esqueci-os.
Mas no maior desespero
Rezei: ganhei essa prece.

Vi terras da minha terra.
Por outras terras andei.
Mas o que ficou marcado
No meu olhar fatigado
Foram terras que inventei.

Gosto muito de crianças:
Não tive um filho de meu.
Um filho!… Não foi de jeito…
Mas trago dentro do peito
Meu filho que não nasceu.

Criou-me, desde eu menino
Para arquiteto meu pai.
Foi-se-me um dia a saúde…
Fiz-me arquiteto? Não pude!
Sou poeta menor, perdoai!

Não faço versos de guerra.
Não faço porque não sei.
Mas num torpedo-suicida
Darei de bom grado a vida
Na luta em que não lutei!

Manuel Bandeira

Duas Dúzias de Coisinhas à Toa Que Deixam a Gente Feliz – Otávio Roth

(ilustração de Andrew Ferez)

Passarinho na janela,
pijama de flanela,
brigadeiro na panela.

Gato andando no telhado,
cheirinho de mato molhado,
disco antigo sem chiado.

Pão quentinho de manhã,
drops de hortelã,
grito do Tarzan.

Tirar a sorte no osso,
jogar pedrinha no poço,
um cachecol no pescoço.

Papagaio que conversa,
pisar em tapete persa,
eu te amo e vice-versa.

Vaga-lume aceso na mão,
dias quentes de verão,
descer pelo corrimão.

Almoço de domingo,
revoada de flamingo,
herói que fuma cachimbo.

Anãozinho de jardim,
lacinho de cetim,
terminar o livro assim.

Otávio Roth

(Este lindo desenho é para você imprimir e colorir)

Dance with My Father – Luther Vandross


Back when I was a child
Before life removed all the innocence
My father would lift me high
And dance with my mother and me and then
Spin me around ‘til I fell asleep
Then up the stairs he would carry me
And I knew for sure I was loved
If I could get another chance, another walk
Another dance with him

I’d play a song that would never, ever end
How I’d love, love, love
To dance with my father again
When I and my mother would disagree
To get my way, I would run from her to him
He”d make me laugh just to comfort me
Then finally make me do just what my mama said
Later that night when I was asleep
He left a dollar under my sheet
Never dreamed that he would be gone from me
If I could steal one final glance, one final step
One final dance with him

I”d play a song that would never, ever end
‘Cause I”d love, love, love
To dance with my father again
Sometimes I”d listen outside her door
And I’d hear how my mother cried for him
I pray for her even more than me
I pray for her even more than me
I know I”m praying for much too much
But could you send back the only man she loved
I know you don”t do it usually
But dear Lord she”s dying
To dance with my father again
Every night I fall asleep and this is all I ever dream

Composição de Luther Vandross com a ajuda de Richard Marx (2003).
A música é uma homenagem de Luther Vandross ao seu pai, que morreu quando ele tinha 7 anos e sua lembrança mais pungente era a de que seu pai costumava dançar com os filhos e sua mãe. A letra, tocante, traz essas memórias singelas da infância. Luther Vandross escreveu esta música pouco depois de ter sofrido um AVC e estava internado na ocasião do lançamento, por isso o clipe foi gravado com imagens da sua infância e amigos, fãs, cantores, atores e astros do esporte, que o homenagearam no vídeo. Luther morreu dois anos depois e esta é uma de suas últimas composições. No Grammy Awards de 2003, Dance with my father foi nomeada “Song of the Year” e “Best Male R & B Vocal Performance”. Foi cantada também por Céline Dion, Steve Brookstein, Scott Savol, Joe McElderry, Kellie Coffey e Tamyra Grayduring.


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Tradução: Dança com meu pai  Continuar lendo

Poema simples – Adalgisa Nery

(pintura de Sir Lawrence Alma Tadema)

Deixa-me recolher as rosas que estão morrendo nos jardins da noite,
Deixa-me recolher o fruto antes que este volva as raízes da terra,
Deixa-me recolher a estrela úmida
Antes que sua luz desapareça na madrugada,
Deixa-me recolher a tristeza da alma
Antes que a lágrima banhe a pálpebra
Do órfão abandonado e faminto,
Deixa-me recolher a ternura parada
No coração da mulher que desejou ser mãe.
Deixa-me recolher a esperança dos que acreditam,
Recolher o que ainda não passou
E mais do que tudo dá-me a recolher
A palavra de amor e de doçura para que reparta
Com os ouvidos que esperam como uma gota de mel
Caindo na alma e no coração,
Como a única luz dentro de tanta escuridão.

Adalgisa Nery

Estão Todas as Verdades à Espera em Todas as Coisas – Walt Whitman

(pintura de Peder Mork Monsted)

Estão todas as verdades
à espera em todas as coisas:
não apressam o próprio nascimento
nem a ele se opõem,
não carecem do fórceps do obstetra,
e para mim a menos significante
é grande como todas.
(Que pode haver de maior ou menor
que um toque?)

Sermões e lógicas jamais convencem
o peso da noite cala bem mais
fundo em minha alma.

(Só o que se prova
a qualquer homem ou mulher,
é que é;
só o que ninguém pode negar,
é que é.)

Um minuto e uma gota de mim
tranquilizam o meu cérebro:
eu acredito que torrões de barro
podem vir a ser lâmpadas e amantes,
que um manual de manuais é a carne
de um homem ou mulher,
e que num ápice ou numa flor
está o sentimento de um pelo outro,
e hão-de ramificar-se ao infinito
a começar daí
até que essa lição venha a ser de todos,
e um e todos nos possam deleitar
e nós a eles.

Walt Whitman

@-;–

All truths wait in all things,
They neither hasten their own delivery nor resist it,
They do not need the obstetric forceps of the surgeon,
The insignificant is as big to me as any,
(What is less or more than a touch?)
Logic and sermons never convince,

The damp of the night drives deeper into my soul.
(Only what proves itself to every man and woman is so,
Only what nobody denies is so.)

A minute and a drop of me settle my brain,
I believe the soggy clods shall become lovers and lamps,
And a compend of compends is the meat of a man or woman,
And a summit and flower there is the feeling they have for each other,
And they are to branch boundlessly out of that lesson until it
becomes omnific,
And until one and all shall delight us, and we them.

Walt Whitman

Versos Memoriais – Alexander Herzog


Senti uns versos n’ alma e me saíram da mão
Olhos brilhavam, eu então queria escrevê-los
Antes algo tocou-me fundo o coração
Figuras, no emergir, eriçaram os pelos

Pensei n’ algum versar silente sobre amor
Mas sem que houvesse ruído, encaixado e mansinho
Rebolando, ritmado, os dois em tom de ardor
Variando de lado ante impudor e carinho

Cálidos versos eu deixei escritos pra ti,
Depois daquela noite, a cópula dos corpos
Mesclados no prazer, logo após qu’ eu parti

Levei versos comigo, hoje, em meu coração
Na minha mente o êxtase, o regalo em teu copo
Que carrega no ventre, o deleite e paixão

Alexander Herzog

Dá Meia-Noite – Joaquim de Sousa Andrade


Dá meia-noite em céu azul-ferrete
Formosa espádua a lua
Alveja nua,
E voa sobre os templos da cidade.

Nos brancos muros se projetam sombras;
Passeia a sentinela
À noite bela
Opulenta da luz da divindade.

O silêncio respira; almos frescores
Meus cabelos afagam;
Gênis vagam,
De alguma fada no ar andando à caça.

Adormeceu a virgem; dos espíritos
Jaz nos mundos risonhos –
Fora eu os sonhos
Da bela virgem… uma nuvem passa.

Sousândrade

The Sound of Music – Julie Andrews

(Julie Andrews em A Noviça Rebelde – 1965)

The hills are alive with the sound of music
With songs they have sung for a thousand years
The hills fill my heart with the sound of music
My heart wants to sing every song it hears

My heart wants to beat like the wings of the birds
That rise from the lake to the trees
My heart wants to sigh like a chime that flies
From a church on a breeze
To laugh like a brook when it trips and falls over
Stones on its way
To sing through the night like a lark who is learning to pray

I go to the hills when my heart is lonely
I know I will hear what I’ve heard before
My heart will be blessed with the sound of music
And I´ll sing once more

“The Sound of Music”, entitulado “A Noviça Rebelde” no Brasil, é um drama musical americano de 1965. O filme é uma adaptação do musical de Broadway de 1959, baseado no livro The Story of the Trapp Family Singers, com músicas compostas por Richard Rodgers e letras de Oscar Hammerstein II e premiado em cinco categorias Tony Awards e prêmio Grammy Award de melhor musical. O filme, dirigido por Robert Wise, foi tão popular em todo o mundo, que quebrou todos os recordes anteriores de bilheteria em vinte e nove países, sendo vencedor do Oscar nas categorias de melhor filme, melhor diretor, melhor montagem, melhor som e melhor trilha sonora e vencedor do Globo de Ouro nas categorias de melhor filme e melhor atriz (Julie Andrews), consagrado como o musical de maior sucesso na história do cinema.

Mais de 50 anos depois, a música continua mostrando sua força!


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Tradução: O Som da Música

As colinas estão vivas com o som da música
Com canções que se cantam há milhares de anos
As colinas enchem meu coração com o som da música
Meu coração quer cantar todas canções que ouve

Meu coração quer bater
Como as asas dos pássaros
Que se erguem do lago às árvores
Meu coração quer suspirar
Como as batidas de um carrilhão que voa
de uma igreja numa brisa

Quer rir como um riacho
Quando ele tropeça e cai
Sobre as pedras em seu caminho
Para cantar noite adentro
Como uma cotovia que está aprendendo a rezar

Eu vou até as colinas quando meu coração está solitário
Eu sei que ouvirei o que já ouvi antes
Meu coração será abençoado com o som da música
E eu cantarei mais uma vez

Num Jardim Adornado de Verdura – Luís Vaz de Camões

(pintura de William Adolphe Bouguereau)

Num jardim adornado de verdura,
Que esmaltavam por cima várias flores,
Entrou um dia a deusa dos amores,
Com a deusa da caça e da espessura.

Diana tomou logo uma rosa pura,
Vênus um roxo lírio, dos melhores;
Mas excediam muito às outras flores
As violetas, na graça e formosura.

Perguntam a Cupido, que ali estava,
Qual daquelas três flores tomaria,
Por mais suave e pura, e mais formosa.

Sorrindo-se, o Menino lhe tornava:
Todas formosas são, mas eu queria
Violeta antes que lírio, nem que rosa.

Luís Vaz de Camões

Ela Caminha em Beleza – Lord Byron

(pintura de John William Godward)

Ela caminha em beleza como a noite
De clima sem nuvens e céu estrelado;
E toda a perfeição da escuridão e da luz encontra-se
Em seu semblante e seus olhos
Dessa forma enternecida até esta luz suave
Que os céus ao dia fúlgido negam.

Uma sombra a mais, um raio a menos
Teria parcialmente danificado a indescritível beleza
Que ondula em cada negra trança de seu cabelo
E ternamente brilha em seu rosto;
Onde os pensamentos serenamente expressam
Quão puro, quão querido é o lugar que habitam.

E nessa face, e sobre essa fronte
Tão gentil, tão suave contudo eloqüente,
Jazem o sorriso que conquista, as cores que dardejam
Mas que falam de dias em benevolência passados
Uma mente em paz com tudo
Um coração cujo amor é inocente!

Lord Byron
Tradução Wagner Primo

@-;–

She walks in beauty, like the night
Of cloudless climes and starry skies;
And all that’s best of dark and bright
Meet in her aspect and her eyes:
Thus mellow’d to that tender light
Whin heaven to gaudy day denies.

One shade the more, one ray the less,
Had half impaired the nameless grace
Which waves in every raven tress,
Or softly lightens o’er her face;
Where thoughts serenely sweet express
How pure, how dear their dwelling-place.

And on that cheek, and o’er that brow,
So soft, so calm, yet eloquent,
The smiles that win, the tints that glow,
But tell of days in goodness spent,
A mind at peace with all below,
A heart whose love is innocent!

Lord Byron

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