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Neblina – Hermann Hesse

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Estranho é caminhar na densa névoa:
Solitária está cada planta ou pedra,
Nenhum arbusto enxerga o seu vizinho,
Cada um está só.

Cheio de amigos era, para mim, o mundo
Quando luminosa ‘inda era minha vida;
Agora, que a névoa caiu,
Ninguém mais é visível.

Não é deveras um sábio
Quem não conhece a escuridão
Que, suavemente, nos separa
De tudo inexorável.

Estranho é caminhar na densa névoa:
Viver é estar solitário
Entre gente que se ignora.
Todos estamos sós!

Hermann Hesse
Tradução de Álvaro Cabral

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1 comentário

  1. Anônimo

    Nos anos áureos, na mocidade,tudo é diferente, somos vistos mas nos anos já maduros
    tudo é diferente já não somos tão vistos, as plantas se parecem conosco!

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