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Sonetos do Português Nr. 28 – Elizabeth Barrett Browning

The Letter by Julian Alden Weir

(pintura de J. Alden Weir)

As minhas cartas! Todas elas frio,
Mudo e morto papel! No entanto agora
Lendo-as, entre as mãos trêmulas o fio
da vida eis que retomo hora por hora.

Nesta queria ver-me — era no estio —
Como amiga a seu lado… Nesta implora
Vir e as mãos me tomar… Tão simples! Li-o
E chorei. Nesta diz quanto me adora.

Nesta confiou: sou teu, e empalidece
A tinta no papel, tanto o apertara
Ao meu peito que todo inda estremece!

Mas uma… Ó meu amor, o que me disse
Não digo. Que bem mal me aproveitara,
Se o  que então me disseste eu repetisse…

Tradução de Manuel Bandeira

@-;–

My letters! all dead paper, mute and white!
And yet they seem alive and quivering
Against my tremulous hands which loose the string
And let them drop down on my knee tonight.
This said—he wished to have me in his sight
Once, as a friend: this fixed a day in spring
To come and touch my hand. . . a simple thing,
Yes I wept for it—this . . . the paper’s light. . .
Said, Dear, I love thee; and I sank and quailed
As if God’s future thundered on my past.
This said, I am thine—and so its ink has paled
With lying at my heart that beat too fast.
And this . . . 0 Love, thy words have ill availed
If, what this said, I dared repeat at last!

Elizabeth Barrett Browning

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