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Noite de Natal – Hermann Hesse

Die Ziegenhirtin by Johann Georg Meyer von Bremen

(pintura de Johann Georg Meyer von Bremen)

Nossa Noite de Natal transformou-se em objeto de propaganda, base para toda sorte de negócios fraudulentos, fonte para material de “Kitsch”. De há muito, o Natal e a festa do amor e da infância deixou de ser para todos nós a expressão de um sentimento. Tornou-se justamente o contrário. É hoje apenas um arremedo, uma contrafação do sentimento. Uma vez por ano agimos como se déssemos grande importância aos belos sentimentos, como se realmente muito apreciássemos realizar uma festa da alma.
Pode a beleza transcendente de tal sentimento ser autêntica. E quanto mais autêntica ela for, tanto mais será um sentimentalismo. Sentimental é nosso típico comportamento em relação às poucas ocasiões a que ainda se apega, hoje em dia, um resto da Cristandade. Nosso sentimento é então este:

“Que belos são esses pensamentos de amor! Sim, é verdade que só o amor pode salvar! E que pena que só por uma noite, durante o ano inteiro, nos possamos dar ao luxo deste belo sentimento! Que pena que, entra ano, sai ano, os negócios e outras tantas preocupações nos impeçam semelhantes encontros!”

Tais reflexões trazem todas as marcas do sentimentalismo.

Hermann Hesse

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