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Adoro esse teu ar quando me tocas – Joaquim Pessoa

(pintura de Pál Fried)

(pintura de Pál Fried)

Adoro esse teu ar quando me tocas.
Começas por ficar transfigurada
para, depois de unir as nossas bocas,
te tornares uma fera não domada.

Mordes-me o peito, os ombros, o pescoço.
As tuas coxas nas minhas são abraço
tão forte e perigoso que não posso
responder a seguir pelo que faço.

Enlouqueço. Também sou uma fera
há dias sem comer, à tua espera
pra poder devorar-te e saciar-me.

A luta assim é própria de quem ama.
Se eu tiver de morrer, seja na cama
a vir-me nos teus braços e a passar-me.

Joaquim Pessoa

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4 Comentários

  1. Atenção! São todos versos decassílabos neste soneto camoniano.
    De nada. 🙂

  2. “Quando da bela vista e doce riso
    Tomando estão meus olhos mantimento
    (…)”

    • … tão elevado sinto o pensamento
      que me faz ver na terra o paraíso…

      Acho que não tenho esse poema publicado. Vou procurar. Obrigada pela inspiração 🙂

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