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Tristão e Isolda – Richard Wagner

Tristan-and-Isolde_Rogelio-de-Egusquiza

(Tristão e Isolda, pintura de Rogelio de Egusquiza)

Oh, doce noite! Eterna noite!
Augusta e sublime noite de amor!
Aquele a quem tu amparas e para quem sorris,
como poderia despertar sem angústia fora de ti?
Morte propícia, dissipa inquietudes e temores!
Oh, morte de amor, ardentemente desejada!
Recebemos o teu abraço, entregues a ti,
ao calor do teu sagrado sono,
redimidos das misérias do despertar.
Como alcançá-lo? Poderíamos renunciar a tal delícia?
Longe do sol, longe do lamento que geme no dia!
Suave aspiração sem quimeras vacilantes,
doce anseio sem angústia,
sublime morrer sem agonia,
benignas trevas sem enfraquecimento!
Sem separação nem fuga,
íntima solidão na morada eterna!
Sobre-humanos sonhos através do infinito espaço!
Tu, Isolda; eu, Tristão!
Já não somos Tristão nem Isolda!
Sem nomes que nos separem!
Uma nova essência!
Uma nova chama ardente!… Sem fim!
Um só ser pela eternidade!
Uma consciência!
Um coração abrasado no supremo deleite do amor!…

(do libreto escrito por Richard Wagner, traduzido por Ramar da Costa Nunes)

Richard Wagner baseou-se na lenda celta de Tristão e Isolda para escrever sua ópera (1857-1859) e usou como principal fonte o romance Tristan und Isôt, escrito por Gottfried von Strassbourg (1211-1215).  O mito medieval conta uma história trágica de amor entre o cavaleiro Tristão Cornish e a princesa irlandesa Isolda, que ingerem uma poção do amor mágica e apaixonam-se perdidamente, mas os amantes morrem no final. Algumas versões da lenda citam que duas árvores crescem em suas sepulturas e entrelaçam seus galhos e, mesmo sendo cortadas, renascem e entrelaçam-se novamente…

Vídeo Tristão e Isolda, Liebestod (fim do 3º ato), versão instrumental. Orquestra Filarmônica de Berlim, condutor Rafael Kubelik.

.
Tristan & Isolde: 
O endless night,
sweet night!
Glorious, exalted,
night of love!
Those whom you embrace,
on whom you smile,
how could they ever awaken
from you without dismay?
Now banish fear,
sweet death,
ardently desired
death in love!
In your arms,
devoted to you,
ever sacred glow,
freed from the misery of waking!
far from the sun,
far from the day’s
lamentations at parting!
sublime drifting.
enfolded in sweet darkness.
without parting,
dearly alone,
ever at one,
in unbounded space,
most blessed of dreams!
No names,
no parting;
newly perceived,
newly kindled;
ever, unendingly,
one consciousness;
supreme joy of love
glowing in our breast!

(from the libretto written by Richard Wagner)

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