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Assim Falava Zaratustra…

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Zaratustra (Zoroastres, Zoroastro), foi um profeta e poeta nascido na Pérsia (atual Irã), provavelmente em meados do século VII a.C. Foi o fundador do Masdeísmo ou Zoroastrismo, a primeira religião monoteísta que se têm notícia, adotada oficialmente pelos Aquemênidas (558 – 330 a.C.). Dos 20 aos 30 anos, Zaratustra viveu quase sempre isolado, habitando no alto de uma montanha, em cavernas sagradas. Não ingeria nenhum alimento de origem animal. Em outros relatos, teria ido ao deserto, onde fora tentado por uma entidade maligna. Após sete anos de solidão completa, regressou ao seu povo, e com a idade de trinta anos recebeu a revelação divina por meio de sete visões ou ideias. Zaratustra propõe que o homem encontre o seu lugar no planeta de forma harmoniosa, buscando o equilíbrio com o meio (natural e social), respeitando e protegendo terra, água, ar, fogo e a comunidade. O cultivo de mente, palavras e ações boas é de livre escolha: o indivíduo deve decidir perante as circunstâncias que se apresentam em determinado fato. A boa deliberação, ou seja, uma boa reflexão a respeito de cada ação faz surgir uma responsabilidade social para colaborar com o projeto que Deus propôs ao mundo. Os seres humanos, portanto, possuem livre-arbítrio e são livres para pecar ou para praticar boas ações. Mas serão recompensados ou punidos na vida futura conforme a sua conduta.

O livro “Assim falou Zaratustra: um livro para todos e para ninguém” foi escrito pelo filósofo alemão Friedrich Nietzsch entre 1883 e 1885 e narra as andanças e ensinamentos do filósofo persa. Algumas frases do  livro de Nietzsch:

“Tudo vai, tudo volta; eternamente gira a roda do ser. Tudo morre, tudo refloresce, eternamente transcorre o ano do ser. Tudo se desfaz, tudo é refeito; eternamente constrói-se a mesma casa do ser. Tudo se separa, tudo volta a se encontrar; eternamente fiel a si mesmo permanece o anel do ser. Em cada instante começa o ser; em torno de todo o “aqui” rola a bola “acolá”. O meio está em toda parte. Curvo é o caminho da eternidade.”

“Percorrestes o caminho que medeia do verme ao homem, e ainda em vós resta muito do verme. Noutro tempo fostes macacos, e hoje o homem é ainda mais macaco do que todos os macacos.”

A música Assim falou Zarastutra (Also sprach Zarathustra Op. 30) foi composta em 1896 por Richard Strauss, inspirado no livro de Nietzsche. A peça inicia-se com a sustentação de um dó grave, ao que se segue a fanfarra de metais que introduz o “tema do amanhecer”. Sua introdução tornou-se mundialmente conhecida por ter sido usada no filme 2001: A Space Odyssey, criação de Arthur C. Clarke e Stanley Kubrick, de 1968, para mostrar a evolução filosófica do Homem.

Abaixo, versão de Eumir Deodato Almeida, que ganhou o Grammy Awards em 1973 pela melhor Performance Pop Instrumental.:


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“Não temos nas nossas mãos as soluções para todos os problemas do mundo, mas diante de todos os problemas do mundo temos as nossas mãos.”

Friedrich von Schiller

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