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Non, je n’ai rien oublié – Charles Aznavour

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(pintura de Brent Heighton)

Je n’aurais jamais cru qu’on se rencontrerait
Le hasard est curieux, il provoque les choses
Et le destin pressé un instant prend la pause
Non je n’ai rien oublié

Je souris malgré moi, rien qu’à te regarder
Si les mois, les années marquent souvent les êtres
Toi, tu n’as pas changé, la coiffure peut-être
Non je n’ai rien oublié

Marié, moi ? allons donc, je n’en ai nulle envie
J’aime ma liberté, et puis, de toi à moi
Je n’ai pas rencontré la femme de ma vie
Mais allons prendre un verre, et parle-moi de toi

Qu’as-tu fait de tes jours ? es-tu riche et comblée ?
Tu vis seule à Paris? mais alors ce mariage ?
Entre nous, tes parents ont dû crever de rage
Non je n’ai rien oublié

Qui m’aurait dit qu’un jour sans l’avoir provoqué
Le destin tout à coup nous mettrait face à face
Je croyais que tout meurt avec le temps qui passe
Non je n’ai rien oublié

Je ne sais trop que dire, ni par où commencer
Les souvenirs foisonnent, envahissent ma tête
Et le passé revient du fond de sa défaite
Non je n’ai rien oublié, rien oublié

A l’age où je portais mon amour pour toute arme
Ton père ayant pour toi bien d’autres ambitions
A brisé notre amour et fait jaillir nos larmes
Pour un mari choisi sur sa situation

J’ai voulu te revoir mais tu étais cloîtrée
Je t’ai écrit cent fois, mais toujours sans réponse
Cela m’a pris longtemps avant que je renonce
Non je n’ai rien oublié

L’heure court et déjà le café va fermer
Viens je te raccompagne à travers les rues mortes
Comme au temps des baisers qu’on volait sous ta porte
Non je n’ai rien oublié

Chaque saison était notre saison d’aimer
Et nous ne redoutions ni l’hiver ni l’automne
C’est toujours le printemps quand nos vingt ans résonnent
Non je n’ai rien oublié, rien oublié

Cela m’a fait du bien de sentir ta présence
Je me sens différent, comme un peu plus léger
On a souvent besoin d’un bain d’adolescence
C’est doux de revenir aux sources du passé

Je voudrais, si tu veux, sans vouloir te forcer
Te revoir à nouveau, enfin… si c’est possible
Si tu en as envie, si tu es disponible
Si tu n’as rien oublié
Comme moi qui n’ai rien oublié

Composição de Charles Aznavour e Georges Garvarentz.


.
Tradução de Non je n’ai rien oublié: Não, eu não esqueci nada

Eu nunca pensei que nos reencontraríamos
A coincidência é curiosa, provoca algumas coisas
E o destino por um momento faz uma pausa
Não, eu não esqueci nada

Eu sorri, sem querer, só de ver você
Se os meses e os anos, muitas vezes, marcam as pessoas
Você nada mudou, o cabelo, talvez
Não, eu não esqueci nada

Casado, eu? Bobagem, eu não embarquei nessa
Eu amo a minha liberdade e, depois, eu e você…
Eu não encontrei a mulher da minha vida
Mas vamos tomar alguma e fale-me de você

O que você faz? É rica, é feliz?
Mora sozinha em Paris? E o casamento?
Entre nós, seus pais interferiram muito
Não, eu não esqueci nada

Quem diria que um dia, sem querer
De repente o destino nos colocaria face a face
Eu pensei que tudo estava morto com o passar do tempo
Não, eu não esqueci nada

Eu não sei o que dizer ou por onde começar
São muitas recordações, que invadem minha cabeça
E o passado vem das profundezas da derrota
Não, eu não esqueci nada, nada.

Na idade em que lutei por meu amor com todas as armas
Seu pai tinha para você outras ambições,
Destruiu nosso amor e fez jorrar nossas lágrimas
Para escolher um marido melhor pra sua situação.

Eu tentei ver você, mas você estava presa
Eu lhe escrevi centenas de vezes, mas sempre sem resposta.
Demorei algum tempo até desistir
Não, eu não esqueci nada

As horas correm e o café já vai fechar
Vamos eu te acompanho até sua casa pelas ruas desertas
Como no tempo dos beijos que eu te roubava à sua porta
Não, eu não esqueci nada

Cada estação era a nossa estação do amor
E nós não temíamos nem o inverno, nem o outono
É sempre primavera, quando se tem vinte anos
Não, eu não esqueci nada, nada.

Foi muito bom sentir a sua presença
Eu me sinto diferente, como se fosse mais leve
Como se fosse um mergulho na adolescência
É doce voltar às fontes do passado

Eu queria, se você quiser, sem querer forçá-la
Ver você de novo, enfim … se possível

Se você quiser, se você estiver disponível
Se você não tiver esquecido nada
Como eu, sim, como eu que nada esqueci…

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1 comentário

  1. eder favaro

    É para não esquecer nunca. É emocionante ! Beleza!!!

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