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O Verão – Antonio Vivaldi

Summer-Alphonse-Mucha

(“Summer”, pintura de Alphonse Mucha)

Sob a dura estação, pelo Sol incendiada,
Lânguidos homem e rebanho, arde o Pinheiro;
Solta o cuco a voz firme e intensa,
Canta a corruíra e o pintassilgo.

O Zéfiro doce expira, mas uma disputa
É improvisada por Bóreas ao seu lado; (*)
E lamenta o pastor, porque decerto,
Teme feroz tempestade, e o seu destino;

Toma dos membros cansados o repouso
O temor dos relâmpagos e os ferozes trovões;
E de moscas e moscões o tumulto furioso!

Ah! No mais os seus temores foram verdadeiros:
Troveja e fulmina o céu, e grandioso
Quebra as espigas e danifica os grãos.

(*) Na mitologia grega, Bóreas é o vento do norte, denominado “O devorador” e irmão de Zéfiro.
Concerto No. 2 em Sol menor, op. 8, RV 315, “O Verão” de As Quatro Estações de Vivaldi.
“Le quattro stagioni” são quatro concertos para violino e orquestra, compostos em 1723. Não se sabe a origem ou autoria dos poemas, mas especula-se que o próprio Vivaldi os tenha escrito, por estarem tão bem conectados à música. Assim como em “A Primavera“, o primeiro movimento relaciona-se com as duas primeiras estrofes; o segundo movimento, com a terceira estrofe; e o terceiro movimento com a quarta.


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Soneto de “O Verão” de Vivaldi em italiano e em inglês:

L’estate

Sotto dura Staggion dal Sole accesa
Langue L’huom, langue ‘l gregge, ed arde il Pino;
Scioglie il Cucco la Voce, e tosto intesa
Canta la Tortorella e’l gardelino.

Zeffiro dolce Spira, mà contesa
Muove Borea improviso al Suo vicino;
E piange il Pastorel, perche Sospesa
Teme fiera borasca, e’l Suo destino;

Toglie alle membra lasse il Suo riposo
Il timore de’Lampi, e tuoni fieri
E de mosche, e mossoni il Stuol furioso!

Ah che pur troppo I Suoi timor Son veri
Tuona e fulmina il ciel e grandinoso
Tronca il capo alle Spiche e a’grani alteri.

The Summer

Under the heavy season of a burning sun,
man languishes, his herd wilts, the pine is parched;
the cuckoo finds its voice, and chiming in with it
the turtle-dove, the goldfinch.

Zephyr breathes gently but, contested,
the North-wind appears nearby and suddenly;
the shepherd sobs because, uncertain,
he fears the wild squall and its effects.

His weary limbs have no repose, goaded by
his fear of lightning and wild thunder;
while gnats and flies in furious swarms surround him.

Alas, his fears prove all too grounded,
thunder and lightning split the Heavens, and hailstones
slice the top of the corn and other grain.

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