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Mário Quintana – Biografia

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Mário de Miranda Quintana (Alegrete, RS, 30 de julho de 1906 — Porto Alegre, RS, 5 de maio de 1994) foi um poeta, tradutor e jornalista brasileiro. É considerado o “poeta das coisas simples” e um dos maiores poetas brasileiros do século 20, pertencente à segunda geração do Movimento Modernista.

Publicou suas primeiras produções literárias em 1919, aos 13 anos, na revista dos alunos do Colégio Militar. Em 1926, recebeu seu primeiro prêmio literário com a publicação do conto “A sétima personagem”, em concurso promovido pelo jornal “Diário de Notícias”, de Porto Alegre. Em 1934, inicia sua carreira de tradutor, publicando uma versão para o português do livro Palavras e Sangue, do escritor italiano Giovanni Papini. Dentre os diversos livros que traduziu estão alguns volumes do Em Busca do Tempo Perdido, de Marcel Proust, Honoré de Balzac, Voltaire, Virginia Woolf, Graham Greene, Giovanni Papini e Charles Morgan. Além disso, estima-se que Quintana tenha traduzido um sem número de histórias românticas e contos policiais, sem receber créditos por isso. Seu primeiro livro de poesias, A Rua dos Cataventos, foi lançado em 1940, iniciando a sua carreira de poeta, escritor e autor infantil.

O poeta tentou por três vezes uma vaga à Academia Brasileira de Letras, mas em nenhuma das ocasiões foi eleito; as razões eleitorais da instituição não lhe permitiram alcançar os vinte votos necessários para ter direito a uma cadeira. Ao ser convidado a candidatar-se uma quarta vez, e mesmo com a promessa de unanimidade em torno de seu nome, o poeta recusou. O fato de não ter ocupado uma vaga na Academia Brasileira de Letras só fez aguçar seu conhecido humor e sarcasmo. Perdida a terceira indicação para aquele sodalício, compôs o conhecido “Poeminho do Contra”.

Em agosto de 1966 o poeta é homenageado na Academia Brasileira de Letras pelos ilustres Manuel Bandeira e Augusto Meyer. Neste mesmo ano sua obra Antologia Poética recebe o Prêmio Fernando Chinaglia de melhor livro do ano. No ano seguinte, vem o título de Cidadão Honorário de Porto Alegre. Nove anos depois, recebe a maior condecoração que o Governo do Rio Grande do Sul concede a pessoas que se destacam: a medalha Negrinho do Pastoreio. A década de 80 traz diversas honrarias ao poeta, dentre elas o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da obra.
Faleceu aos 88 anos, em 5 de maio de 1994. Sobre a morte, escreveu Quintana:

Amigos não consultem os relógios quando um dia me for de vossas vidas… Porque o tempo é uma invenção da morte: não o conhece a vida – a verdadeira – em que basta um momento de poesia para nos dar a eternidade inteira

Leia alguns poemas de Mário Quintana em nosso blog: Poesias Preferidas

 

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1 comentário

  1. ,Éder Fávaro

    Mais uma joia preciosa…Reverência a essa notável figura da nossa literatura,.

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