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Invictus – William Ernest Henley

Hope by George Frederick Watts

(“Hope”, pintura de George Frederick Watts)

Dentro da noite que me rodeia,
Negra como um poço de lado a lado,
Agradeço aos deuses que existem
por minha alma indomável.

Sob as garras cruéis das circunstâncias
eu não tremo e nem me desespero.
Sob os duros golpes do acaso
Minha cabeça sangra, mas continua erguida.

Mais além deste lugar de lágrimas e ira,
Jazem os horrores da sombra.
Mas a ameaça dos anos,
Me encontra e me encontrará, sem medo.

Não importa quão estreito o portão,
Quão repleta de castigo a sentença,
Eu sou o senhor de meu destino;
Eu sou o capitão de minha alma.

William Ernest Henley

Poema original, em inglês: Invictus

Out of the night that covers me,
Black as the Pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.

In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.

Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds, and shall find, me unafraid.

It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate;
I am the captain of my soul.

William E. Henley

Nota: Poema escrito em 1875, inspirou Nelson Mandela na prisão, que o recitou para outros prisioneiros. O poema (ou parte dele) também fez parte de diversos filmes, como Casablanca, seriados e músicas.

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