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Avec le temps – Léo Ferré

time

Avec le temps…
avec le temps, va, tout s’en va
on oublie le visage et l’on oublie la voix
le cœur, quand ça bat plus, c’est pas la peine d’aller
chercher plus loin, faut laisser faire et c’est très bien

avec le temps…
avec le temps, va, tout s’en va
l’autre qu’on adorait, qu’on cherchait sous la pluie
l’autre qu’on devinait au détour d’un regard
entre les mots, entre les lignes et sous le fard
d’un serment maquillé qui s’en va faire sa nuit
avec le temps tout s’évanouit

avec le temps…
avec le temps, va, tout s’en va
mêm’ les plus chouett’s souv’nirs ça t’as un’ de ces gueules
à la gal’rie j’farfouille dans les rayons d’la mort
le samedi soir quand la tendresse s’en va tout’ seule

avec le temps…
avec le temps, va, tout s’en va
l’autre à qui l’on croyait pour un rhume, pour un rien
l’autre à qui l’on donnait du vent et des bijoux
pour qui l’on eût vendu son âme pour quelques sous
devant quoi l’on s’traînait comme traînent les chiens
avec le temps, va, tout va bien

avec le temps…
avec le temps, va, tout s’en va
on oublie les passions et l’on oublie les voix
qui vous disaient tout bas les mots des pauvres gens
ne rentre pas trop tard, surtout ne prends pas froid

avec le temps…
avec le temps, va, tout s’en va
et l’on se sent blanchi comme un cheval fourbu
et l’on se sent glacé dans un lit de hasard
et l’on se sent tout seul peut-être mais peinard
et l’on se sent floué par les années perdues

alors vraiment
avec le temps on n’aime plus

Léo Ferré

Avec le Temps é a canção mais famosa de Léo Ferré e uma das canções francesas mais ouvidas no mundo. Composta em 1969 e gravada em 1970, foi interpretada por diversos cantores. Em 1972, devido o sucesso, Ferré compôs também sua versão em italiano (Col Tempo).

Tradução de “Avec le Temps” – Com o tempo

Com o tempo tudo vai embora
Esquecemos o rosto e esquecemos a voz
O coração, quando deixa de bater, já não vale a pena ir
Procurar mais longe é preciso deixar e tudo bem

Com o tempo
Com o tempo tudo vai embora
O outro que adorávamos que procurávamos à chuva
O outro que imaginávamos na sombra de um olhar
Entre as palavras nas entrelinhas e no cansaço
De um sermão maquiado que segue para a noite
Com o tempo tudo desvanece

Com o tempo
Com o tempo tudo vai embora
Mesmo as recordações mais ternas tem um desses momentos
Na galeria eu vasculho as prateleiras da morte
No sábado à noite quando a ternura parte sozinha

Com o tempo
Com o tempo tudo vai embora
O outro em que acreditávamos por um frio, por um nada
O outro a quem dávamos o vento e joias
Por quem teríamos vendido a alma por algumas moedas
À frente de quem rastejávamos como rastejam os cães
Com o tempo tudo se resolve

Com o tempo
Com o tempo tudo vai embora
Esquecemos as paixões e esquecemos as vozes
Que sussurravam palavras de gente pobre
Não volte muito tarde, sobretudo não apanhe frio

Com o tempo
Com o tempo tudo vai embora
E sentimo-nos pálidos com um cavalo cansado
E sentimo-nos gelados numa cama ao relento
E sentimo-nos sós, mas talvez conformados
E sentimo-nos enganados pelos anos perdidos

Então verdadeiramente
Com o tempo deixamos de amar

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2 Comentários

  1. ,Éder Fávaro

    Caríssima Ida. Belo soneto para reflexão sobre imortalidade.. Um pouco sem esperança, mas…

    • É realmente bem melancólica, mas todo o conjunto poesia, música, voz de uma sensibilidade indescritível e incomparável. abs poéticos

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