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De Ariana para Dionísio, Canção III – Hilda Hilst

Bacchus and Ariadne by Antoine-Jean Gros

(Baco e Ariadne, pintura de Antoine-Jean Gros)

A minha Casa é guardiã do meu corpo
E protetora de todas minhas ardências.
E transmuta em palavra
Paixão e veemência
E minha boca se faz fonte de prata

Ainda que eu grite à Casa que só existo
Para sorver a água da tua boca.
A minha Casa, Dionísio, te lamenta
E manda que eu te pergunte assim de frente:
À uma mulher que canta ensolarada
E que é sonora, múltipla, argonauta
Por que recusas amor e permanência?

Poema da quarta parte do livro Júbilo, memória, noviciado da paixão, “Ode descontínua e remota para flauta e oboé. De Ariana para Dionísio”, de Hilda Hilst, composta por canções musicadas por Zeca Baleiro. Interpretação de Maria Bethânia.

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