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Canção de Outono – Paul Verlaine

autumn-violin

Os soluços graves
Dos violinos suaves
Do outono
Ferem a minh’alma
Num langor de calma
E sono.

Sufocado, em ânsia,
Ai! quando à distância
Soa a hora,
Meu peito magoado
Relembra o passado
E chora.

Daqui, dali, pelo
Vento em atropelo
Seguido,
Vou de porta em porta,
Como a folha morta
Batido…

(Tradução de Alphonsus de Guimaraens)

@-;–

Chanson d’automne

Les sanglots longs
Des violons
De l’automne
Blessent mon coeur
D’une langueur
Monotone.

Tout suffocant
Et blême, quand
Sonne l’heure,
Je me souviens
Des jours anciens
Et je pleure.

Et je m’en vais
Au vent mauvais
Qui m’emporte
Deçà, delà,
Pareil à la
Feuille morte.

Paul-Marie Verlaine (1866)

II Guerra Mundial: Partes do poema foram utilizadas pela Rádio BBC para transmitir mensagens codificadas para a resistência francesa. As três primeiras linhas, “Les longs sanglots / des violons / de l’automne” foram transmitidas no dia 1º de junho de 1944 para indicar que a Operação Overlord começaria em duas semanas e as linhas seguintes, “Blessent mon coeur / d’une langueur / monotone” para indicar que a operação começaria em 48 horas (Dia D).
Charles Trenet musicou o poema em 1940:

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