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Poema Doido – Valtier de Barros Veloso

Respeitável público, pintura de Evandro Schiavone

(pintura de Evandro Schiavone)

Hoje descobri que há muito estou louco.
Sorri, imenso prazer.
Agora posso fazer o que quiser
sem me questionar o porquê.
Agora eu posso brincar,
chorar por qualquer coisa quando der vontade,
comer tudo que eu quiser,
cantar bem alto na rua com a voz desafinada,
sorrir por nada.
Podem dizer o que quiserem
estou doido mesmo.
Ninguém vai mais me chatear,
não vão mais me censurar,
nem mesmo questionar.
Estou louco, pinél, xarope,
doido, maluco, demente,
alienado, débil, tantã,
lelé da cuca.
Quem sabe agora me deixam viver.

Valtier de Barros Veloso

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