Poesias Preferidas

Seleção de Poesias

Não há tempo – Rodrigo Della Santina

Campanile Piazza di San Marco, Venezia

(Campanário da Basílica de São Marcos, Veneza)

Não há tempo para dores inexpressivas
Não há tempo para canções altruístas
Não há tempo, nem espaço, para ideias a vapor
Não há tempo para rimas espelhadas
Acentos sonorosos linhas rejuvenescidas
Não há tempo para cortes educados nem cortes anarquistas
Não há tempo para sons geométricos perfeitos que não sejam provenientes da íntima
significação do verbo ser.

(O tempo é para mãos fortes
Talhadas no asfalto
Nos girassóis da ciência nos odores da tecnologia
No trono do Universo
O tempo é para olhos velhos de simplicidade
Para almas cândidas de versos).

Não há tempo para dores obscuras.
Há tempo para o Homem primitivo, no sentido mais original da palavra.

Anúncios

4 Comentários

  1. Oulá! Lisonjeado por ver meu pequeno crime poético aqui! Que bom, uma vez que o publicou, que gostou dele! Abraço,

    • Olá Rodrigo! Um crime seria eu não publicar um poema tão lindo. Inspirado! Meu blog sempre terá um espaço para vc. Receba meus abraços poéticos

      • Muito obrigado! Fico mesmo lisonjeado por tamanha estima! Que formemos então uma próxima parceria, por assim dizer! Grande abraço,

        • Parceria em prosa e poesia é tudo de bom. Abraço poéticos.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: