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VIII Poemas malditos, gozosos e devotos – Hilda Hilst

Dante Gabriel Rossetti

(pintura de Dante Gabriel Rossetti)

É neste mundo que te quero sentir
É o único que sei. O que me resta.
Dizer que vou te conhecer a fundo
Sem as bênçãos da carne, no depois,
Me parece a mim magra promessa.
Sentires da alma? Sim. Podem ser prodigiosos.
Mas tu sabes a delícia da carne
Dos encaixes que inventaste. De toques.
Do formoso das hastes. Das corolas.
Vês como fico pequena e tão pouco inventiva?
Haste. Corola. São palávras róseas. Mas sangram.

Se feitas de carne.

Dirás que o humano desejo
Não te percebe as fomes. Sim, meu Senhor,
Te percebo. Mas deixa-me amar a ti, neste texto
Com os enlevos
De uma mulher que só sabe o homem.

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3 Comentários

  1. Hilda Hilst… Grande poeta! Belo poema este!
    Abraço,

    • Olá Rodrigo. Obrigada por comentar. Descobri Hilda Hilst e adorei. Visitei o seu blog de poesias e também gostei muito. Postarei uma de suas poesias aqui, me se permitir. Alguma sugestão? abs

      • Sim, permito. Contente pela apreciação! Pode ser o poema mais recente: “Não há tempo”. Abraço,

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