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A Colheita – Poema XXII – Rabindranath Tagore

(pintura de Sophie Gengembre Anderson)

Esta manhã de outono já se cansou de tanta luz.
Se as tuas canções se tornaram vacilantes e lânguidas,
dê-me um pouco a tua flauta.

Brincarei com ela ao meu gosto.
Vou colocá-la no meu colo, depois tocá-la com
os meus lábios, e depois deixá-la
repousando na relva ao meu lado.

Na solene tranquilidade do
entardecer colherei flores para cobri-la
com pequenas grinaldas. Vou enchê-la de
perfume e adorá-la com a lamparina acesa.

À noite virei ao teu encontro e te
devolverei a tua flauta. Então nela soprarás
a música da meia noite, enquanto a
solitária lua crescente vagueia em meio às estrelas.

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